Este ano, 2341 médicos recém-formados fizeram a Prova Nacional de Avaliação e Seriação, que dita o seu destino na escolha da especialidade e do estabelecimento onde continuarão a sua formação, nos anos seguintes. O problema é que só existiam 1665 vagas. Ficaram de fora 676 pessoas. Para conseguir um lugar, é preciso uma boa nota no exame - chamado de Harrison, por ser o nome do livro de referência para o teste. Há quem estude durante um ano, mais de 12 horas por dia. Muitos, recorrendo a cafeína e antidepressivos.
“[O exame] é completamente horrível para a saúde mental dos médicos”, diz João Costa Pedro, médico interno num hospital do Serviço Nacional de Saúde em Lisboa.
Sabe mais aqui: https://fumaca.pt/joao-costa-pedro-ha-muita-gente-em-ansioliticos-cafeina-e-o-minimo-que-se-faz

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