Ana Pereira Roseira estudou, durante os seis anos de doutoramento, os percursos e testemunhos dos guardas de três estabelecimentos prisionais portugueses. Viu uma tendência para a securitização da classe, com diferenças geracionais na forma como guardas olham para a suas próprias funções. Os mais novos virão de uma escola mais orientada para a estrita garantia da segurança, com o abandono das funções sociais – "como se fossem polícias apenas dentro da prisão". Reflete sobre a forma como as prisões operam num “alicerce informal, na ilegalidade” face aos direitos dos reclusos inscritos na lei – como o direito a ter uma cela individual, sob raras excepções. “Temos que olhar para o que acontece com a noção de que, na base, tudo está diferente do que está formalizado.” Nesta entrevista, falamos sobre a mudança nas funções dos guardas prisionais ao longo da história, as suas condições de trabalho e as tensões entre o securitarismo e os direitos humanos. Sabe mais sobre este tema em www.fumaca.pt/prisoes

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