Nasceu em Lisboa em 1966 e tirou o curso de Escultura em Belas-Artes em Lisboa. Rui Chafes defende que a qualidade de uma obra de arte não pode [nem deve] ser avaliada pela quantidade de pessoas que gostam dela: "Sabemos que há obras de arte que são autêntico lixo e que têm milhares de pessoas a gostar delas e a bater palmas", o que só prova que este não é o critério para se avaliar um livro, uma pintura, uma intervenção, ou uma escultura.
O escultor escolheu o ferro - que posteriormente pinta de preto - para seu companheiro de trabalho, porque este material quase que só teve uma função utilitária ao longo de muitos séculos. O ferro entrou no mundo da arte tarde, depois da Revolução Industrial: "Com o ferro fazem-se enxadas, fazem-se espadas, fazem-se tanques de guerra, fazem-se aviões, fazem-se martelos, é um material que sempre trouxe a vida e a morte ao mesmo tempo". Chafes foi distinguido com o Prémio Pessoa em 2015 e, em junho, vai ter uma exposição conjunta com o realizador Pedro Costa e o fotógrafo Paulo Nozolino no Centro Pompidou, em Paris.

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