Nasceu em Águeda a 12 de maio de 1936 e é neto materno de um deputado à Assembleia Constituinte de 1911, na I República. Sessenta e quatro anos, um golpe de Estado e uma revolução depois, o neto seguiu-lhe o caminho e foi deputado na Assembleia Constituinte em 1975. Manuel Alegre, o poeta que escreveu versos subversivos que marcaram o país e mais do que uma geração, ainda liberta as palavras dos grilhões da correção política. Numa conversa sem papas na língua, recorda os tempos de estudante em Coimbra, a saída a salto para França, o exílio em Argel, a importância do discurso que fez no I Congresso do PS, os poemas proibidos, a prisão e o solitário caminho para encontrar a toada que o distinguisse enquanto poeta maior da língua portuguesa.

“Muitos dos valores que as pessoas conhecem também procurou sempre transmitir em casa”: Francisco Pinto Balsemão nas palavras de Francisco Pedro Balsemão
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Francisco Pinto Balsemão (1937-2025): “Não me apetece morrer, mas estou consciente de que o meu comboio está a chegar à estação. Estou preparado para isso”
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Francisco Pinto Balsemão
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