Não é japonês. Não é cheesecake. E, ainda assim, tornou‑se uma das sobremesas mais partilhadas do início de 2026. Bastam dois ingredientes – iogurte natural e bolachas – para surgir o “cheesecake japonês”, uma receita tão simples quanto improvável que se tornou rapidamente uma obsessão colectiva e teve impacto nas prateleiras dos supermercados.
Não é a primeira vez que acontece nem será a última. De repente, todos parecem estar a provar a mesma sobremesa, a discutir a sua origem e a partilhar vídeos em série. O nome varia, a apresentação também, mas o padrão repete‑se.
Aconteceu com o “morango do amor”, que encheu as pastelarias no último Verão e aconteceu com o chocolate do Dubai, que desencadeou uma verdadeira corrida ao luxo acessível e levou a uma escassez global de pistáchios.
Mas “como assim”? O que explica a sucessão de receitas virais, que tão rápido como nos bombardeiam os feeds, desaparecem?
Para nos ajudar a perceber tudo isto, convidámos o chef Miguel Mesquita, a especialista em marketing Márcia Maurer Herter e o psicólogo Samuel Lins, que ajudam a perceber como se cria - e como se desfaz - uma tendência digital.
E aproveitámos para provar o “cheesecake japonês” e o morango do amor: afinal, o que têm de tão especial?
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