“Menopausa não é só fogacho”, alerta a ginecologista, especializada em reposição hormonal, Patrícia Olivotti. Em entrevista ao Mulheres Reais, da Rádio Eldorado, a especialista admite que o machismo, que atinge todas as áreas, impede também médicos de ‘abrirem a mente sobre novos estudos’ sobre o tema. Olivotti cita como exemplo a falta de medicamentos para melhorar a libido das mulheres. “É um pouco triste porque entra a questão do machismo na atuação da ciência. Existe uma pílula ‘mágica’ há mais de vinte anos para ajudar o homem mais velho a ter relações sexuais e, para mulher, as coisas começam a engatinhar só agora. Há 15 anos não se tinha ferramentas para melhorar a libido de uma mulher. A gente estava de mãos atadas. Antes a dosagem de testosterona era padrão para uso de homens”, explica.
A menopausa traz muitas dúvidas para as mulheres, sobretudo, em relação ao tratamento de reposição hormonal. É justamente neste período que algumas mulheres sofrem com alterações psicológicas, irritabilidade, insônia, depressão, ganho de peso e até perda de memória. Com o passar dos anos o organismo feminino passa a dar sinais de envelhecimento e entre os principais sintomas estão ondas de calor (fogachos), suor excessivo, variações de humor, alterações do sono, entre outros. Todos esses aspectos estão associados à queda da produção hormonal e, naturalmente, à chegada da menopausa que ocorre, geralmente, entre os 45 e 55 anos. Segundo a ginecologista Patrícia Olivotti, é possível monitorar e iniciar a reposição de alguns hormônios já a partir dos 38 anos.
O Mulheres Reais vai ao ar sempre às segundas-feiras, agora a partir das 8h, no Jornal Eldorado. O quadro é apresentado por Luciana Garbin e Carolina Ercolin

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