“Precisamos falar sobre o trauma”, explica a terapeuta Luciana Ross, referência internacional em terapias complementares para tratamentos de dores e traumas físicos e emocionais. Em entrevista ao Mulheres Reais, Ross propõe uma reflexão sobre o tema a partir da violência contra a Klara Castanho. A atriz publicou um relato em suas redes sociais em que disse que foi estuprada, engravidou e decidiu entregar o bebê diretamente para adoção. Klara conta que, durante uma consulta, foi obrigada pelo médico a ouvir o coração da criança, o que considerou uma nova violação, além de ter o caso explorado por enfermeiras e jornalistas.
Segundo Luciana Ross, se tende a achar que trauma é algo que aconteceu no passado, num evento, como um acidente de carro ou um estupro. “Mas ele altera o sistema nervoso, que reage e sai do lugar de segurança. É algo que ela (Klara) vai carregar para o resto da vida, apesar de se tratar de uma circunstância que durou 2 minutos. Daquele momento em diante, está preso à fisiologia dela o susto que ela levou, o medo que ela sentiu e a agressão que ela voltou a viver”, esclarece.
A coordenadora do núcleo de pesquisa em desenvolvimento humano, qualidade de vida e saúde emocional do Incor, em São Paulo, tratou uma onda de síndrome de burnout entre os profissionais de saúde durante a pandemia e alerta sobre a importância de um olhar para além da saúde física. Segundo a OMS, as doenças mentais vão matar mais do que as doenças cardíacas daqui a oito anos. “Vamos viver mais com menos qualidade de vida, mais de 30% do planeta hoje está medicado para depressão”, conclui.

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