A família de Larissa de Andrade Maia de Ferreira tenta, há dois anos, manter fora das ruas o assassino de sua irmã, Patrícia, morta pelo marido com 30 facadas em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais. O ataque foi presenciado pelos filhos do casal porque o agressor não aceitou o fim do casamento de 25 anos. “A gente não tinha noção do quão abusivo era o relacionamento que ela vivia”, nos contou a engenheira no Mulheres Reais.
Para além da tragédia familiar, Larissa e a família vivem o drama de manter sob custódia o ex-cunhado, detido em um hospital. “Ele não foi preso em flagrante porque se feriu durante o ataque. Desde então ele já entrou com mais de 25 recursos para se manter preso em regime hospitalar e responder em liberdade, tirando a vaga de pessoas que precisam do serviço público simplesmente porque ele tem um recurso jurídico para isso ”, desabafa.
Larissa lamenta as brechas do judiciário que permitem a revitimização da família. "A gente não consegue viver o luto pela luta jurídica de manter o assassino da minha irmã preso. O pós está sendo mais dolorido do que a morte dela”.
Mulheres Reais é um quadro do Jornal Eldorado. Carolina Ercolin e Luciana Garbin abordam os papéis da mulher na sociedade. No ar todas às segundas-feiras, a partir das 8h20.

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