“O Brasil possui mulheres tão importantes quanto Cleópatra, que foram exímias políticas e que ocuparam destaque em todas as camadas sociais. País conhece muito mal a história de suas mulheres”, defende a historiadora Mary Del Priore, pós-doutora pela Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais, em Paris. Em entrevista à Rádio Eldorado, Mary cita a rainha portuguesa Dona Maria I, mãe de dom João VI, como exemplo nacional de um apagamento de virtudes de figuras femininas ao longo da história. Cleopatra, que dominou parte do mundo antigo, foi a mais poderosa de seu tempo, apaziguou e enriqueceu seu país e falava sete idiomas é lembrada pela sua vida amorosa. Dona Maria, explica Mary, enfrentou grave depressão pela morte da família e amigos e foi chamada de ‘louca’. Segundo Del Priore, a portuguesa ainda assim governou bem e era adorada pelo povo. “Quando assumiu o trono, assinou uma série de tratados internacionais de comércio, propulsionou a indústria em Portugal e quando vem ao Brasil, recebe cartas de portugueses pedindo o retorno da sua grande. Carlota Joaquina foi outra vítima de um achincalhe sem fim por sua aparência. Era uma grande política, uma mulher que deu uma educação primorosa às filhas e tinha ideias de criar e liderar um império espanhol. Isso mostra que as mulheres sempre se movimentaram nas zonas dos poderes com facilidade”, explica.
O Mulheres Reais vai ao ar às segundas-feiras, a partir das 8h, no Jornal Eldorado. O quadro é apresentado por Luciana Garbin e Carolina Ercolin

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