A jornalista e escritora Mariana Becker, o rosto da cobertura do automobilismo da TV brasileira, não sabe se verá tão brevemente uma mulher como piloto de Fórmula 1. A repórter da TV Band nota um aumento na diversidade das equipes ao longo das últimas décadas, mas o movimento ocorre principalmente fora das pistas. Na entrevista à Carolina Ercolin, a gaúcha avalia que faltam candidatas, espaço e patrocinadores para finalmente uma mulher guiar um carro entre as principais escuderias. “Tem pensamento machista na F1, mas as pessoas não têm mais coragem de dizer em voz alta”, explica. “Há estrategistas responsáveis por vitórias, como a Hannah Schmitz da Red Bull, tem engenheiras, começa a ter mecânicas. Mas a posição de comando ainda é um espaço que não está ocupado direito. Fiquei surpresa quando entrevistei a Claire Williams, filha de Frank e ex-chefe da equipe de Fórmula 1 e ela me disse que uma coisa boa da nova posição de comando é que agora podia falar nas reuniões, antes não a deixavam. Agora, não é porque é mulher que vai ser boa para um cargo, mas me estranha e me incomoda o automobilismo ser um esporte tão longevo,com tantas equipes e eu ainda não ver uma chefe de equipe mulher”.
Mariana ainda contou da adolescência como surfista, da criação sem amarras de gênero em casa e da necessidade de escrever para registrar memórias.
O ‘Nossa Voz’, da Rádio Eldorado, ouve, todas as sextas-feiras de março, jornalistas inspiradoras que assumiram papel de protagonismo à frente de microfones das principais emissoras de TV e rádio do país abrindo portas para uma maior representatividade na comunicação.

Morelli: Corinthians sai do Z4 ao bater São Paulo por 3 a 2
13:16

AgroConsciente: Pesquisa sobre a imagem do Brasil e a Marca Brasil
05:19

Bem-Estar: Contribuições da saúde social para a saúde mental
03:17