Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a descartar o envio ainda nesta semana de uma mensagem para modificar a proposta de meta fiscal de 2024, como chegou a ser discutido no governo. Com a decisão, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) ganha mais tempo para tentar convencer o restante do governo a postergar uma flexibilização da meta, além de estender no Congresso a análise de medidas que podem elevar receitas da União. "Já estamos em novembro e vem aí o recesso parlamentar, em dezembro. Ou seja: agora é corrida contra o tempo, em um tema muito complexo. A Reforma pode não ser ideal, mas é um grande avanço em relação ao que a gente tem, que é um emaranhado. O sistema tributário brasileiro é considerado um dos mais confusos, burocráticos e paralizantes do mundo, então qualquer evolução é melhor do que não fazer nada", afirma, Cantanhêde.

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