A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta a Operação Última Milha para prender dois servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que usaram indevidamente o sistema de geolocalização de celulares do órgão para coerção. As ordens foram cumpridas no Distrito Federal. Segundo a corporação, o grupo sob suspeita teria usado o sistema da Abin – um ‘software intrusivo na infraestrutura crítica de telefonia brasileira’ – para rastrear celulares ‘reiteradas vezes’. Os crimes teriam sido praticados sob o governo Jair Bolsonaro. À época, o órgão era comandado por Alexandre Ramagem. "É a polícia da investigação investigando a Agência de Inteligência, que também faz investigação. Há um mal-estar interno no Governo entre estes dois setores e isso é fruto do Governo Bolsonaro, em que as instituições foram postas de cabeça para baixo para atender aos interesses do mandatário de plantão", afirma Cantanhêde.

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