A quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revela que sua movimentação financeira é bem maior do que já se sabia. Em três anos, o oficial movimentou R$ 8,4 milhões. Entre 2020 e 2022, foram depositados em suas contas R$ 4,5 milhões e saíram R$ 3,8 milhões, sem considerar transferências entre contas de mesma titularidade. Os dados foram obtidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do 8 de Janeiro e acessados com exclusividade pelos repórteres do Estadão Weslley Galzo e Daniel Haidar. As cifras são incompatíveis com os valores mensais recebidos pelo oficial no mesmo período. "O primeiro advogado do Cid estava mais preocupado em defender Bolsonaro que seu próprio cliente. O segundo foi surpreendido com a história das joias e logo saiu. Este novo tem um perfil diferente; é muito legalista e rigoroso. Deu todas as pistas que Mauro Cid não vai 'matar no peito' nem 'morrer sozinho na praia'", diz Eliane.

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