O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), incluiu na pauta do plenário da Casa o requerimento de urgência para um projeto de lei que impede a homologação judicial de delações premiadas de quem estiver preso. A proposta, que em tese poderia afetar o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi apresentada em 2016, no auge da Operação Lava Jato, pelo ex-deputado Wadih Damous (PT-RJ), hoje secretário nacional do Consumidor no governo Lula. "Por que alguém põe em votação requerimento de urgência para um projeto que tem 10 anos? O que mudou de lá pra cá é que em 2016 os alvos de delatores eram o presidente Lula e o PT. Agora o interesse é do ex-presidente Jair Bolsonaro; todos os inquéritos contra ele têm uma espinha dorsal, que é a delação premiada do Mauro Cid. Detalhe: também entra neste bojo a delação de Ronnie Lessa, miliciano e assassino confesso de Mariele Franco e Anderson Gomes, que entregou os mandantes", explica Eliane.

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