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#98 “Quem prova isso?” Médica brasileira reconhecida mundialmente desafiou professor que dizia ‘mulher não nasceu para fazer cirurgia’

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A pesquisadora brasileira e professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), Angelita Habr-Gama, foi incentivada por professores a não seguir carreira na área de cirurgia, ouviu pacientes se recusar a serem operados por uma mulher jovem e, pela família, deveria mesmo era seguir a carreira do magistério.

A paraense de origem libanesa deu de ombros e seguiu o que define como ‘vocação’.

Considerada em 2022 pela Universidade Stanford como uma das cientistas mais influentes do mundo, a gastroenterologista está prestes a receber outra condecoração: a prestigiosa medalha Bigelow, oferecida pela tradicional Sociedade de Cirurgia de Boston. “Já operei hoje de manhã. Comecei cedinho, antes das 7 horas, para estar pronta para essa entrevista”, revelou a médica que não tem planos de parar de atuar.

A médica traçou uma trajetória de sucesso e é referência mundial na especialidade em que atua, a coloproctologia, que estuda as doenças do intestino grosso, do reto e ânus. Em 1952, aos 19 anos, entrou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde alcançou o topo da carreira na docência, como professora titular de cirurgia, por uma carreira marcada pela formação altamente especializada e pela excelência no ensino, na pesquisa e na extensão. Pioneira, a doutora Angelita foi a primeira mulher residente de cirurgia do Hospital das Clínicas (HC), anos mais tarde criou a disciplina de Coloproctologia na unidade, e foi a primeira a chefiar os departamentos de Cirurgia e Gastroenterologia da FMUSP.

 

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