Por que mulheres eram proibidas de tocar violoncelos em orquestras? “Não era permitido mulheres tocar violoncelos porque elas precisavam abrir as pernas no palco para acomodar o instrumento”
Há onze anos à frente da Academia Jovem Concertante, a pianista Simone Leitão tem visto cada vez mais mulheres chefiar naipes em orquestras. O movimento tem levado musicistas ao posto de spalla- que serve de apoio, como se fosse o “braço direito” do maestro - e também ao de primeira viola.
Segundo a diretora artística da Academia, que funciona como um elo entre a formação de músicos e o mercado de trabalho, lembra que ainda existem muitos instrumentos associados ao homem, como os de sopro e os de percussão.
“O contrabaixo e o violoncelo também eram entendidos como instrumentos masculinos. Não era permitido às mulheres tocar porque precisava abrir as pernas no palco para acomodar o instrumento. Hoje não existe nenhum instrumento na orquestra que não tenha mulheres à frente. No entanto, ainda são poucas as maestras”, explica.
Em dez anos, 800 músicos participaram da Academia Jovem Concertante, realizando 200 concertos em 50 cidades do Brasil.

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