A dependência financeira, somada ao medo do agressor, e à vergonha, sempre desencorajou as mulheres a denunciar a violência sofrida em casa. Ao passo que quando se veem livres da sujeição dos recursos do marido, esposas se sentem encorajadas a quebrarem ciclos de comportamento abusivo. As ativistas sociais Elizandra Cerqueira e Juliana da Costa têm observado os reflexos do empoderamento feminino desde que criaram o Mãos de Maria, um negócio de impacto social no ramo alimentício. O projeto formou mais de 4800 mulheres em cursos de gastronomia e habilitou moradoras da favela de Paraisópolis, a segunda maior de São Paulo, a empreender no seu próprio negócio. “A violência está presente independentemente da classe econômica, mas na favela até o cumprimento da Lei Maria da Penha é mais difícil”, explica Elizandra. Juliana afirma que os companheiros se sentem ameaçados ao notarem a projeção financeira da esposa. “Ao verem o homem crescendo, a mulher está junto e tem orgulho. O marido, não. O machismo prejudica não só as mulheres, mas também os homens”, justifica. Segundo as sócias, empreender tem se mostrado o primeiro passo para tirar a pessoa do ciclo de violência. “E para quem é de fora, a forma mais efetiva de ajudar é contratar mulheres da periferia”, defende Juliana.
O Mulheres Reais vai ao ar às segundas-feiras, a partir das 8h, no Jornal Eldorado. O podcast é apresentado por Luciana Garbin e Carolina Ercolin e está disponível em todas as plataformas de áudio.

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