Nos Estados Unidos existem mais armas que pessoas. O país que a 4 de julho celebra 250 anos da declaração de independência já matou quatro presidentes e nunca desiste de tentar matar quem estiver na função. Ainda não tinha um século de vida e resolveu um conflito político entre o norte e o sul com uma guerra civil que durou quatro anos e matou cerca de 700 mil pessoas. Do fim-de-semana vem mais um incidente com armas, num evento onde estava Donald Trump.
Por cá, nem violência retórica digna de registo. A comunicação social preferiu a grande polémica da transparência e, dos disparates esperados. De Ventura sobrou o cravo verde, que os deputados do Chega usaram na lapela, ignorantes do facto desse ser um símbolo gay, popularizado por Oscar Wilde, no final do século XIX.
Finalmente, o PTRR conheceu a luz do dia com um número mágico lançado pelo governo: 22 mil milhões de euros. Parece muito, será assim tanto? Como se vai concretizar este plano de resiliência num país que quase nunca está preparado para o que chega sem avisar?
Está com Bloco Central, uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, moderada por Paulo Baldaia e com sonoplastia de Gustavo Carvalho. A música do genérico é de Manuel Siza Vieira.

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