De pé, falando para militantes que celebravam a vitória autárquica de há um ano, o líder do partido mandou esperar sentado o militante que, tendo governado o país com a Troika, parece ansiar por um falhanço do governo. Esta é a semana em que Passos Coelho deu um passo em frente, para continuar exactamente no mesmo sítio. Vai andar por aí, à espera de saber se, afinal, a mesma água passa duas vezes debaixo da ponte.
Quem também não muda de sítio é o ministro da Administração Interna. Sempre debaixo dos holofotes, Luís Neves coleciona polémicas e, desta vez, é sobre o exercício de funções que o ministro vai ter de dar explicações no Parlamento. O PS, que sempre esteve ao lado de Neves, já pede uma remodelação.
Lá por fora, a França é o exemplo mais visível de um desconforto que levou às ruas uma geração que sente estar a ficar para trás. Aos estudantes juntaram-se professores e sindicalistas, para a grande manifestação de sábado espera-se o regresso dos coletes amarelos. Extrema-esquerda e extrema-direita tiram proveito da incapacidade do centro governar, correspondendo à vontade da maioria.
Nos Estados Unidos, faltam pouco mais de duas semanas para as eleições a meio do mandato e cresce a possibilidade de os democratas roubarem a maioria aos republicanos no Congresso, tanto na Câmara dos Representantes como no Senado.
Está com o Bloco Central, uma conversa entre Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes com moderação de Paulo Baldaia. O genérico do podcast é uma música original de Manuel Siza Vieira e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.

Pedro Siza Vieira: “Não podemos ter urgências hospitalares abertas como se fossem lojas do Pingo Doce”
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Pedro Siza Vieira: “O governo está completamente desorientado”
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Siza Vieira: “Montenegro e a ministra da Justiça deviam ocupar-se a sério do caso da PJ”
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