Fábio Mesquita, que é médico epidemiologista, realizou trabalho pioneiro em pacientes infectados com HIV em Santos (SP), final dos anos 80. Ele explicou o cenário atual de transmissão da doença que, no passado, estava muito atrelado ao uso de drogas injetáveis na cidade do litoral de SP -- muito por conta do Porto, usado pelo crime organizado como porta de saída das drogas para o mundo. O profissional falou ainda sobre os avanços para reduzir a transmissão e dar qualidade de vida aos infectados, e sobre as batalhas enfrentadas com a falta de investimentos na área da saúde. Ele também atuou por 12 anos na Organização Mundial da Saúde (OMS).