A bióloga marinha Rita Sá, coordenadora de Oceanos e Pescas da WWF Portugal, a representação nacional do Fundo Mundial para a Natureza, falou com o Azul sobre pesca de arrasto, “que pode causar danos nos habitats marinhos comparáveis à destruição das florestas tropicais”, salientou.
Camarão e carapau são dois produtos do mar que, quando caem no nosso prato, têm boas hipóteses de vir da pesca de arrasto. Mas, comparando com outros países europeus, a pesca de arrasto não é tão destrutiva em Portugal, porque há leis que a travam nas áreas marinhas protegidas. Mas, claro, “pode acontecer à margem do enquadramento legal”, frisa a bióloga.
Esta é a quarta entrevista de uma série de podcasts do Azul, sobre temas que estarão em destaque na Conferência das Nações Unidas para os Oceanos, que decorre em Nice, de 9 a 13 de Junho.
Edição: Magda Cruz

Nicolas Blanc: “Não é bom que um terço do nosso consumo de peixe seja de uma espécie, o bacalhau”
31:44

Ricardo Serrão Santos: “Se virmos o oceano só como espaço para a economia, os riscos são enormes”
36:47

Bárbara Horta e Costa: “Com os Açores, acho que chegaremos a 10% de protecção estrita do oceano em 2030”
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