



A bastarda de verso livre
Irene Lisboa (1892-1958) acreditava que a revolução começava nas primeiras letras. Por tentar mudar o ensino em ditadura, foi votada ao ostracismo. Oitenta anos depois, continuamos a condenar ao esquecimento uma das mais originais vozes da poesia portuguesa?

Virgínia Quaresma, a primeira jornalista todo-o-terreno
Mulher, negra, homossexual. Escreveu nos maiores jornais nacionais, amou quem quis, como quis. Virgínia Quaresma (1882-1973) lutou em muitas frentes e foi narradora da História, que depois a esqueceu.

Carolina, a primeira mulher a votar
Foi a primeira cirurgiã do país e enviuvou do primeiro Presidente eleito do Sport Lisboa. Mas Carolina Beatriz Ângelo (1878-1911) foi muito mais. Desafiou a República e fez-se ícone do movimento sufragista mundial.

Virgínia pediu o divórcio e foi fazer filmes para Paris
A história de Virgínia de Castro Almeida, que deixou Lisboa pelo "crime" de pedir o divórcio. Em França, foi pioneira do cinema, escreveu guiões e apaixonou-se por outra mulher.

Ana de Castro Osório, a abelha-rainha
Ana de Castro Osório deu a vida pela literatura para infância e a causa feminista. Amada por uns, temida por muitos, redigiu as leis do divórcio e inscreveu o nome na História de Portugal e do Brasil.

Domitila de Carvalho não conseguiu o amor de Salazar
Foi a primeira mulher a estudar em Coimbra, a primeira professora de Matemática em Portugal, a primeira reitora do primeiro liceu feminino e até uma das primeiras deputadas. A vida de Domitila de Carvalho (1871 -1966).

De Elvas a Nova Iorque, a história épica de Adelaide Cabete
Foi a primeira médica de Lisboa e tirou a quarta classe já adulta, coseu as primeiras bandeiras da República e foi também a primeira Grã-Mestre da Maçonaria portuguesa. Uma vida incrível.

Angelina Vidal, a sindicalista abandonada à fome em Lisboa
Poeta, jornalista e professora, desafiou Cesário Verde para um duelo e ergueu a Voz do Operário. Angelina Vidal (1853-1917) exigiu justiça para as trabalhadoras, e a justiça abandonou-a à fome numa rua da capital.

A fada que veio de Berlim ser a primeira professora em Coimbra
Sobredotada, apadrinhada pelos Grimm, apaixonou-se pelo marido por carta e trocou a Prússia pelo país de Camões. Carolina Michaëlis (1851-1925) era considerada a mulher mais sábia de Portugal, mas tão depressa escrevia uma gramática como cozinhava sonhos de bacalhau.

Maria Amália Vaz de Carvalho. A educadora de mulheres a quem chamaram “um homem de génio”
O pai arrasou-lhe os poemas. O marido traiu-a e deixou-a viúva e deprimida aos 36 anos. Mas Maria Amália Vaz de Carvalho (1847 -1921) viria a tornar-se pioneira na educação das portuguesas. Foi a primeira mulher a entrar na Academia de Ciências. E deu nome ao primeiro liceu feminino em Portugal. A …