Com o processo de concertação social encerrado sem acordo, a reforma laboral do Governo chega ao Parlamento numa posição fragilizada. A ministra defende que houve cedências significativas ao longo das negociações, mas a UGT rejeitou o pacote na globalidade, alegando desequilíbrio estrutural em favor dos empregadores. José Eduardo Martins considera a ministra “das melhores do Governo” e lamenta que tenha ficado “bastante sozinha”, acusando a UGT de ter transformado a concertação social num “jogo político”. Pedro Delgado Alves contrapõe que o problema não é quantitativo mas qualitativo: falharam sistematicamente os acordos nos temas principais, desde os contratos a termo mais longos à impossibilidade de reintegração por despedimento sem justa causa, passando pela erosão do direito à greve. Os dois comentadores debatem ainda o impacto da reforma nos trabalhadores imigrantes, com visões opostas sobre se mais flexibilidade representa proteção ou precariedade. Ouça a análise dos comentadores no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido a 7 de maio na SIC Notícias.
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