No Antes Pelo Contrário em podcast, com Daniel Oliveira e José Eduardo Martins, a estratégia de Luís Montenegro para a defesa, a continuidade ou não da garantia do líder do PSD de "não é não" ao Chega, e as demolições nos concelhos de Loures e Amadora, ambos liderados por autarcas socialistas. O entendimento entre o PSD e o Chega em matérias centrais como imigração e nacionalidade marca uma viragem política: o “não é não” morreu. Montenegro optou por negociar com o Chega, alinhando-se com a sua agenda e abandonando a tensão entre centro-direita e extrema-direita. O PS, ao centrar-se, perdeu tração, tornando-se cúmplice desta viragem e cedendo espaço à radicalização. A extrema-direita já não representa um custo para o PSD, mas uma vantagem táctica. O Chega, sem competição séria à direita, reforça a sua influência. A oposição do PS esvaziou-se, e a esquerda mais radical está debilitada. O resultado é um cenário desequilibrado, onde a direita se radicaliza e a esquerda hesita. O Antes Pelo Contrário foi emitido na SIC Notícias a 15 de julho.

A luta pelo controlo do PSD: Passos Coelho, Montenegro e o fantasma da liderança
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“Os tribunais não existem para fazer vídeos contra o poder legislativo”
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“A comparação entre o Chega e o PS de Carneiro já é do domínio do delírio. Montenegro acha que por estar no governo é o centro”
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