Os deputados não conseguiram eleger um presidente da Assembleia da República no primeiro dia de trabalhos. Ao contrário das expectativas criadas por um suposto entendimento, o Chega não viabilizou o nome de José Pedro Aguiar Branco, apresentado pela AD. Na segunda votação, o PS foi a votos com um candidato, Francisco Assis, e o Chega apresentou a sua própria candidata, Manuela Tender, uma ex-deputada social democrata. Aguiar Branco e Assis passaram a uma segunda volta, sem que ninguém conseguisse obter os 116 votos necessários. Que jogada foi esta de André Ventura, e que consequências políticas pode ter? PSD e PS deveriam ter chegado a acordo nesta matéria? O que aconteceu neste primeiro dia no Parlamento é um aviso ou um prenúncio da instabilidade que pode marcar esta legislatura? A análise de Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador.

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