Ensaio que escrevi para a revista do Expresso, publicado a 12 de junho. Nele, proponho duas ideias centrais para explicar o crescimento do populismo de direita radical nas democracias, incluindo em Portugal: i) dificilmente haveria esta onda populista -- pelo menos com esta força e de forma tão transversal às democracias -- sem a revolução provocada pelas novas plataformas digitais e consequente a "crise de autoridade" das instituições; e ii) as elites políticas, mediáticas e culturais ainda não estão perceber esta alteração e a adaptar-se a esta mudança.

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